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Mostrando postagens de Maio, 2009

Báu pelos ares...

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Detonaram com o baú As folhas de papel manteiga voaram como asas As fotos tomaram vidas e andaram As cartas recebidas foram endereçadas ao espaço E os escombros do entorno se transladou com o caus Voaram as informações secretas Os eixos do interior Virou livro aberto depois de tanto tempo sendo baú Tornou-se em arquivos E agora não sabe sua real existência Pro ar...As escritas que viraram vidas E obstinadas tomaram conta de si. Folhas de papel malcriadas com seus poderosos livre-arbítrios que lhes eram negados Interior emudecido dentro de uma caixa de emoções Baú de Plumas e Concreto São as letras ganhando voz Falem baixo ! Não ganhem ousadia destemida Ainda tem dona do que lhes compõem... Voltem pra dentro da caixa imaculada ! Mesmo que o branco venha cinza E que as leituras não sejam secretas Voltem ! Já é hora de fechar as gavetas existenciais... .


Piano...

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Sou sua música Sua melodia... A força que saem das tuas notas Vem de nós.. O que dizer do som e das emoções Vindas do piano do amor São Testemunhas... Notas Cúmplices .

Um minuto só...

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Um momento submersa No entanto ainda respira.. Um momento imersa No entanto sua alma mergulha.. Bolhas de oxigênio Saem do pulmão que insiste.. Coração sedento de suspiros Um pouco aqui...e nem tanto assim... Um minuto de não existência..

Certas coisas...

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Não existiria som se não Houvesse o silêncio Não haveria luz se não Fosse a escuridão A vida é mesmo assim Dia e noite, não e sim . Cada voz que canta amor Não diz Tudo que quer dizer Tudo que cala Fala mais Alto ao coração Silenciosamente Eu te falo com paixão . Eu te amo calado Como quem ouve uma sinfonia De silêncio e de luz Nós somos medo e desejo Somos feito de silêncio e som Tem certas coisas que eu não sei dizer . Zélia Duncan

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Que trem alucinado é esse ???

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O que é isto ??? O Trem está descontrolado Os trilhos ficam tortos Não ! Parece um lagarto andando em trilhos Tortos.. Onde estou? Há um abismo por trás Um grande homem com fumaça por todos os lados Dá as ordens nesse lugar sombrio Onde eu vim parar com essa alucinação ? Viagem num trem fantasma Ele anda por sobre patas Meu reflexo está na parede, que incrível ! Sou criança ? Sim, pareço que fiquei Mas tenho medo do que vejo Minha sanidade onde foi ? Ta no trem ? Manda parar ! Parece que vem em minha direção Mas não é isso ! Estou no meio O que faço ? Há saídas ? Não as vejo, o que minha mente fez agora ? Joguinho de humanos Esquizo o quê ? Não ! Isso é ser louco não é ? Não ! De onde vem essa voz ? Não tem ninguém aqui....Estranho... Será que ta dentro da minha cabeça ? Nossa, como eu pergunto, como to confusa... Esquizo o quê ? Fala alto ! Preciso sair desse lugar O lagarto, ele quer me pegar, não ta vendo ! Freia ! é isso que ta falando ? Freia ? !!! ...frenia ? É ...frenia, que ta dizendo ? Esquizo...frenia...En…

Apaga tudo...Ainda dá tempo...

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Um lugarzinho no nada e no tudo Um lugar pra ouvir o silêncio apurado Sentir as cores, as tonalidades O isolar-se seguro e sadio Faz parte e como faz bem... Olhei essa imagem e me deu essa sensação... . Minha professora de pintura e desenho Dizia que... Ninguém teria como pintar as árvores Se não pegássemos um bom tempo Pra olhar com calma uma a uma A admiração dos verdes, A variedade dos verdes, imperceptíveis quando temos pressa Quando deslizamos o nosso tempo e não enxergamos o entorno e as particularidades . O quanto tentar pegar somente uma foto, não me leva á essência Hoje tenho uma tela pra repintar... Repintar ? Sim, elas são livres como a vida pra retoques Ou se apaga tudo e faz um novo desenho Ou se coloca no canto, deixa poeira chegar e a deixa sem utilidade . Peguei minhas tintas, tadinhas, estavam tão largadinhas O óleo de linhaça, pincéis e a tal tela que vou apagar Não era boa, pra poder apagar assim sem pena ? Não...Ela nunca me despertou emoção... Só foi pintada, mas eu não estava nela Precis…

Frio verdadeiro...

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O maior dos frios... O gélido toque do vento Faz inverno nas curvas Faz neve nas câmaras secretas Tão imenso é...que queima... Não cicatriza...Deixa intacta A dor...O vazio petrifica O maior dos frios... A pior da nudez Impiedosas lâminas do gelo da alma... .

Impestuosos...

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Quero que me toques como nunca Não ! Que me respire e inspire Quero ser seu pulmão em pele Quero o toque nos olhos . Com a pena da saudade Quero ser seu caderno Ser o desenho dos teus anseios Reanimaste minha fome e sede de nós Estava adormecida ... . Como a brisa que arrepia...quero reencontrar Nossa química...Nossa cumplicidade Quero eternizar, mesmo sabendo que em nós ... A cada virada de esquina, há um fim.. Mas a cada reencontro há um recomeço.. .

Zombadores de vidas...

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Como é sombrio o seu mundo Andam em conjunto Mas é um andar solitário Só seguem ventos Desejo vampiro o deles Sugam seu sangue e misturam no pó Esquentam a colher da prisão Injetam a amargura da morte Como é sombrio o seu mundo Corrompem as pessoas com a compra de seus prazeres vazios Vendedores de cápsulas de suicídios camuflados Zombadores da vida Capitalizam as grades de tantos... Camuflam a juventude em viagens Deslizam gerações com veias obstruídas Entopem a sociedade com véu de pó Vidas que vieram do pó e pra ele retornam Branco, amarronzado, acinzentado Cores de cemitério com corações que ainda batem.. Nem sentem, só bate..puff..puff.. .

Maçã ...

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Tocou a maçã e adormeceu na sua vontade
O gosto ficou nos lábios ainda vermelhos
Seu gosto não chegou ao palato
Não era pra ela, estava em terras estrangeiras
Adormeceu um sono encantado
Sua alma viajou além corpo e ganhou sonhos reais
Eram visões em forma de subconscientes ativos
Tocou a maçã ainda de olhos abertos
Olhou de cima, e viu seu corpo estendido
Não era pálida a sua imagem, era viva de cores
Sobreveio á ela, o conhecimento que não havia morrido
Mas se contemplou em um silêncio absurdo
Agora entende os motivos porque não veio a apreciar
Aquilo que depois de tocado, é sempre tocado...
E nem sempre se tem como voltar atrás
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Fome de prasos rasos...

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Tua fome tem feito vender-te em pratos de lentilha ? Onde está seu prato de primogenitura ? Tens noção ? Sabes o endereço ? O Contexto ? Sinta o gosto no porém... É bom ? Me conta É amargo ? Me esconda Que sabor tem o enlouquecedor triunfo do livre arbítrio ? O que tem feito com sua colher á boca ? Degusta ? Alimenta-se ? Prova ? Sugere ? Me conte...

Jeans...

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Uma Adolescente correu correu... Chegou seu momento de juventude uhuhuhuhuhu !!! Bora, bora pessoal, vamos curtir !!!!! Bora, temos um mundo à conhecer Vestiu seu jeans da moda E olhando somente pra baixo Esqueceu do resto Esqueceu de olhar pro alto Sua visão ficou limitada. . Bora curtir !!!!! Jeans detonado de mísseis e granadas Num universo paralelo Entre a vida e a fatídica palavra ESCOLHAS Bora curtir pessoal !!! Adolescente de cabelos voando Com amizades que nem mil dedos podíam calcular Tantos que eram...eram.... . Bora curtir !!!!! hã ? Quê ? Onde estou ? Cadê ? Quê ? Ainda estou ? Chão ! Me dá um chão !!! Me dá !!! Me dá !!! Onde ? Diz !! ônus... eram... Tantos jeans eram...

Visão sexual fora de foco...

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Era uma cidade pequena do interior, semelhante a tantas outras. Sua única originalidade _ além da sua bela geografia montanhosa _ tinha sido um violento sismo que, no passado, tinha produzido considerável destruição e mortes. O Terremoto não se repetira, mas os habitantes nunca mais foram os mesmos. A tragédia os marcou de tal maneira que deixaram de confiar na solidez dos tetos e na estabilidade da terra em que pisaram. Seus rostos sérios e atitudes reservadas são restos atuais do fatídico episódio. . Yolanda passou por uma experiência semelhante. O abuso infantil foi um brutal terremoto que sacudiu seu passado e a atacou precocemente, desgarrando-a da infância de uma forma violenta e prematura. Até hoje sente seus efeitos. As terapias são uma das poucas ferramentas disponíveis para recuperar a confiança nas pessoas e na solidez do terreno. Não há cura para os sismos. Na melhor das hipóteses, com o tempo, perdem sua força e são apagados da memória. . O trauma infantil da Yolanda fez com que ag…

Deixa assim...

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Melancolia de imagens que não se formaram Entardecer sem ver o sol se despedir Lençóis internos desarrumados e lentes desfocadas Deixando o contorno da entrega mediante a falta de reação As imagens mudaram com a preocupação distante São forros de travesseiros de amigos Que me tocam num aqui tão presente Melancolia de imagens que não vingaram Submergiram convites que não me tentaram E que não quero cantarolar Capital Pois eu tenho escolha e não participo do seu jogo Sou dona do que controlo, pelo menos quando penso... .

Tarde de ameaças de ter-me...

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Não posso ceder ao que sua voz me sugere
Na verdade, me foi feita uma ameaça
Um ultimato com prazo e hora pra poder me achar...
Me escondi de ti e de mim, faz tempo...
E nessa linha me encontrei melhor
O que tanto impõe, se eras tu que não tinha pouso
E que na sua linha de sedutor maduro, se achava o mestre
Deu asas á uma aluna que ultrapassou seus métodos
Inverteu os papéis e hoje me coloca na parede
E não mais aquelas que nos jogávamos violentamente...
.
Já vivi o avesso contigo e pra lá talvez não queira mais voltar
Mas por hábito, ainda não sei dizer...
As folhas estão radiantes com novos horizontes de ventos
Não sei como sair do labirinto que me colocas
Recordações de um professor do sexo e da luxúria
O homem com as vestes de uma maturidade desejada
A cor da pele que arrepia quem passa e degusta quem prova
Por essas águas eu naveguei e mergulhei do raso ao fundo
Mas meu barco e meu leme seguem ...
Convive com o fato que a aluna também não é mais amadora
E que tem sua própria escola do que ela quer…

Imperativo querer...

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Estou te querendo já tem um tempo E quanto mais invento, mas te faço contorno Quanto mais te permito, mas me deixo permitir Estou te querendo, de um tempo que existe cabimentos Para se ter e não possuir Para se unir e não somar Para ser eu e você somente... Constelação bela por qualidade e não por quantidade de doação Dar...Sem ter pressa de receber Somar o meu percentual de saber quem sou Com a descoberta do que és capaz Somos eu e você Nos chegando e fazendo uma história nossa Sem contratos e assinaturas Apenas um cheiro que só cabe á nós Um encontro que é atributo nosso Um som que só nós dois fazemos E por aqui, está muito bom... E na verdade, ficará bem melhor .

Tertúlia virtual somente com cinco coisas...(Justo)

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Não é que era verdade, essa história de ficarmos 10 anos na ilha. Esses dois já com prancha de surf e tudo, são Eduardo P.L e Jorge Pinheiro, idealizadores do Tertúlia Virtual, onde o tema de maio é Ilha Deserta. . Por hábito eu sempre inscrevo os dois blogues e faço postagens diferentes pelos temas, mas se eu colocar outra listagem aqui, será injusto, como se eu tivesse a opção de levar 10 coisas pra ilha, invés das cinco, que já escolhi, no Essencialmente Palavras, então, por ética blogária (essa foi boa), vou permanecer somente com as escolhas que já postei, dá uma olhada aqui. . Já aproveitando então, desejo à todos, um final de semana maravilhoso, pra quem está na ilha, pra quem fugiu da ilha e pra quem somente está lendo essa postagem e querendo entender, o que essa mulher ta falando. Pois, trata-se do Tertúlia Virtual, um encontro de amigos, que só vem aumentando, a cada mês, onde os temas são variados e a diversão é garantida. Se permanecermos na ilha deserta, faremos a Tertúlia de J…

Pouso de lágrimas..

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Em teus braços querido Tenho encontrado a ponte que me liga ao consolo Em teus braços querido Tens me acompanhado nessa trajetória dolorosa.. E me mostrado que suave e forte é o abraço no peito De quem nos acolhe.. Em teus braços querido Minhas lágrimas descem e secam Dobra comigo a curva das minhas ruas.. Abrigo de porto.. Seguro de laços..

Barulho de pés ..

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Se minha dança fosse movimento de sentir..
Ela seria uma fúria de corpo
Uma agitação
Em meio à um sentimento
Revolta..
Se meu piso e minha madeira que lanço pés
Tivesse cor..
Seria vermelho escarlate
Navegada entre justiça e acertos de contas
Se minha dança fosse tango
Gostaria de ser lançada como vento..
Se fosse um som solitário
Sapatearia com vestido rodado
Com traçados de pernas e braços definidos
Onde quem me assistisse
Não precisaria nem de palavras..
Nem de confissões..
Nem de conflitos..
Nem de som..Se possível fosse..
Saberia pela fúria dos meus pés no palco
O sentimento em mim expresso..
Tum Tum..
Tum Tum..
Toco o chão coração
Tum Tum..Tam Tam ..Tum Tum
Tarãm..
Minha percussão de solo pés

Cola que nos uniu..

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Ela foi tocada com as chagas de Jó E os de casa a invadiram.. Seu corpo pertenceu ao inimigo menos provável Ela foi tocada do inverso aos pés.. E nos quarenta e dois capítulos do livro gemeu Chorou um choro oculto Por muitos anos, suas lágrimas foram o forro dos travesseiros Até que um dia eu entrei, no escuro do seu universo Fui chegando com a sutileza que nem sei.. E entre códigos e revelações Fui compreendendo as teias que sua dor no baú guardava O coração de duas choravam num código Dois pontinhos.. .. Ao sondar os pensamentos, encontrei os seus algozes E hoje me encontro num submundo tão cheio de lama que não sei Meu mundo é tão colorido E cheguei num universo com trevas e devastação.. Sua dor me corrói na violência que a sugou Vejo uma menina Jó diante dos meus olhos Diante dos meus sentidos Diante do meu choro.. Mas vejo caminhos, como num mar que se abre Como numa fornalha que se esquenta sete vezes Como numa cova com leões famintos Como numa muralha muito alta, cair ao chão Que Deus está agindo.. Meni…

Mãe...

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Quintana querido...

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Sentir primeiro, pensar depois Perdoar primeiro, julgar depois Amar primeiro, educar depois Esquecer primeiro, aprender depois . Libertar primeiro, ensinar depois Alimentar primeiro, cantar depois . Possuir primeiro, contemplar depois Agir primeiro, julgar depois . Navegar primeiro, aportar depois Viver primeiro, morrer depois . Mário Quintana

Nem te conto...

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Naquele dia incomum de escritório me peguei ardendo de você E o que seria um final de tarde comum Foi o inesperado realizar do que já sabíamos Desejar... . Uma bota, um sobretudo e pernas de fora na medida. Perfume intacto, cabelos devidamente desarrumados E uma previsão de uma conversa dos assuntos corriqueiros... Mas aí, ao olhar o que era nítido E antes que os pensamentos tocassem a mente Estava sendo invadida, o nome é esse mesmo Invadida por sua boca na minha Desejar... . Foi uma palavra de ordem e nem me dei conta Do que a mesa poderia dizer... Do que a cadeira poderia pensar... De como aquela parede tem segredos nossos Mas o desejo em partes é controlável Em outros momentos, inevitável... .

Incondicional amor...

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" Escuta: eu te deixo ser, deixa - me ser então."
Clarice Lispector

Modernidade de moças, querido Chico...

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Essa moça tá diferente Já não me conhece mais Está pra lá de pra frente Está me passando pra trás Essa moça tá decidida A se supermodernizar Ela só samba escondida Que é pra ninguém reparar Eu cultivo rosas e rimas Achando que é muito bom Ela me olha de cima E vai desinventar o som Faço-lhe um concerto de flauta E não lhe desperto emoção

(...) Chico Buarque - 1969


Troca...

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Essa cumplicidade dos amantes
que dançam o ritmo de uma lenta canção
São os olhos que tornam-se um
Esse desejar que é lançado em vislumbres
Chega a cegar
Chega a transitarem entre um ser ou a junção de dois
Esse olhar denunciador...
.

Tudo que vai...Volta...

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(...)
Você passa suas noites sozinha E ele nunca chega em casa E toda vez que você liga pra ele, tudo o que você consegue é ouvir "ocupado" Ouvi dizer que você percebeu Que ele está fazendo com você O que você fez comigo Não é assim que funciona Quando você me traiu Meu coração sangrou, garota Então continuo sem dizer que deveria deixar o sentimento te machucar É apenas um enredo de um caso clássico Diz que é sempre o tempo Garota, você teve o que mereceu E agora você quer alguém Pra curar as noites sozinha Você deseja ter alguém Que poderia chegar e fazer tudo certo Mas garota eu não sou "alguém" Tô fora de condolências Veja... . Tudo que vai, volta Pensei que tivesse te falado (...) . What Goes around...Comes Around Timberlake

Fadiga ...

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Ele olha para os lados e somente esta só
É um fato de dois, um lado está, o outro nem sabe mais
Um lado missiona, serve, o outro nem recebe, contenda com si
Ele olha e está na estrada, é de chão, e é sua
Não adianta pegar outras, essa é dele
Não quer percorrer...É pesada, cansa e fadiga
Mas não tem como fugir, está traçada, pra não dizer escrita...
.

Cabeça fora do corpo ...

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Esconda minha face de mim mesma
Afasta-me do que vejo ao rosto...
Tapa-me dessas atitudes fúteis e débeis
O dia amanheceu sem os sentidos
Saberem as diferenças
De noite e dia, de sombra e luz
Esconda minha face de mim mesma
Quando alucino o que não sou
Em viagens que não eram minhas
Mas que vivi, em meio aos erros
Ah ! Abomine esse rosto sedutor
Onde os lábios são labirintos
E as vozes soam como absinto
Ao gosto do palato...
Ah ! fingir não ter cabeça e corpo
Mente e coração juntos
Sou peregrina de outros
Esquecendo de existir
Por onde andei ? Me esqueci dos trilhos
Com quem andei ? Me esqueci dos nomes
Que farei ? Escondo-me em cavernas existenciais
Não olhes, Não desejes
Não sabes o que sou...
Não perca-me comigo em mim
Afaste sua sede da minha água
Transpasso a verdade em véus...
Onde está meu all star de ontem?
Troquei por sandálias de libertinagem
E hoje ? Somente sou metade
Escondo-me de mim
.

"últimas bolachas"

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Na busca do biscoito perfeito...
.
A "Doce" menina supera o alcance das mãos
Em sua determinação de inocência
Lança-se à contender com os pensamentos...
Encontrando a última bolacha do pacote
Ela se vê hipnotizada com o desconhecido
A perfeição é ampla na melodia das palavras
que ouve com atenção...
.
Subjugada à uma condição de utópica nostalgia
A última bolacha na verdade não é uma bolacha qualquer
É um experimento de biscoito mal acabado
Como uma casca moldada, querendo ser trakinas
Inocência de novata, entregue á endeuzar um ser tocável
Mas que não é de alcance dos olhos o saber...
.
Se na verdade... Olha-se com a lupa certa, veria difuso
Seria como um fosco querendo ser arco-íris
Ou um projeto querendo chegar á prédio
Uma lamúria querendo virar poesia
E uma bolacha querendo ser o homem perfeito
.
Muitas dessas "últimas bolachas de pacote"
Nem mesmo se amam, e pra cobrir o buraco
usam a paixão de elfos para substituir a própria
tem fendas enormes em suas estruturas emocionais
mas prefere…