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Mostrando postagens de Setembro, 2009

Na viração do dia..

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Como máquina nas mãos do fotógrafo
Como folhas entregues á escrita ...
Como tinta infiltrada na tela branca
assim queria que meu coração fosse o guarda
de todos os sentidos, de todas as experiências
de todos os encontros, olhares de nós já vividos....
.
Como um registro impecavelmente indestrutível
Como carimbo em papéis timbrados
queria a segurança do viver não esquecido
Que a força do relógio do passado
Nunca deixe de ser pontual.
De deixar nossas lembranças serem eternas
do pulsar e no bater latente do nosso amor.
.
Irrevogáveis os momentos que já vivemos
cada lembrança e saudade de nós.
Queria a máquina, a escrita e a arte dos vídeos ao nosso favor
como se fossemos atores principais de um filme
acompanhados a cada virada de cena..
da brisa e da calmaria
do choro e da agonia
atos que se encontram em nossa história.
Na viração do dia..
Os amantes se encontram...

Registros de máquinas..

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Eu vou fotografar .. o meu chão que pisarei..
Tentarei ter resultados de poeira de sapatos
Tentarei registrar nuances Farei das sombras apenas moldura das cores que andarei..
Eu vou fotografar o chão que piso hoje
pra guardar como registro, e mostrar que no existo, andei..

Instantes..febris..

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Não por acaso.. Os vidros não se espatifaram Os aromas não se cruzaram.. O amadeirado não ganhou forma com o doce.. Não por acaso.. O sol não visitou o frio E o momento não virou instante.. Por meros fugires de sentir Embassamos os vidros corriqueiros.. A secura da boca não é vil.. A secura vem de fontes.. Só se pede abrigo quando se tem voz.. Ou quando se abafa o frio na própria pele.. A tremedeira de sentidos não é imperativa Quando se domina os próprios pés.. Fácil ? Infinitamente lúdica essa frase Mas..possível.. A distância que há entre uma amizade e dois corpos que se querem é a mesma, que fazem duas pessoas se afastarem da brasa Com medo de pegar fogo e tudo ir para os ares.. Da liberdade á escravidão Os grilhões só mudam de nomes.. Mas a intenção é a mesma.. Uma encantada dança de ventres.. .

Casulo de nós..

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Nós somos árvores
Somos casulos
Por vezes..e por muitas vezes..
Rompemos e vivemos a fase de borboletas em nossas vidas
Adquirimos na marra a nossa beleza
A nossa liberdade de expressão
O nosso vigor de sermos livres..
Somos árvores porque ..
Precisamos de raízes, porque no raso..
voltamos pro casulo existencial..

Divã de silêncio..

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Eu queria te tocar e ao tocar.. te atingir Te perfurar.. Romper sua imunidade quebrar a pedra ir além do clímax atingir a barreira do peito.. .
Eu queria não ser mera... meramente.. eu queria ser adereço, ser até tropeço, mas não ser igual.. Ser barulho e ser silêncio para ti.. Ser loucura e ser seu café suave Ser inquieta e ser ponderada em ti.. .
Então.. depois disso ter sido atingido.. eu não queria mais ser tanto.. tudo pra ti.. Ser tua âncora me cansou em anos Ser teus ouvidos, calaram minha voz Ser teu ombro demais, me fez esquecer que também choro
Tento casar os anos vividos com o acaso estendido.. Entendido ? não.. Só eu conseguiria sobreviver ao que me tenta.. ao que me atrai..o medo me atrai.. o medo me afasta.. . Abafo o som do meu grito no ouvido do silêncio E ele não me dedura..me alia.. me cerca..me faz companhia..
em momentos não sei se sou ou se já fui..se quero ser ou se quero andar milhas novas.. as palavras me desnorteiam.. . Tenho andado na linha de ser réu e ser juíza.. tenho caminhado nos trilho…

Subidas entre cacos..

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Cacos que se pegam pra subir jornadas altas.. ásperos e contínuos na subida íngrime .. doloroso e necessário esmurrar de carne.. Cacos que se desprendem das paredes á medida que subo.. Eles caem ao chão..olhem..são muletas que não posso mais usar.. Pedaços que me machucavam e eu simplesmente os deixava ficar.. deixava ficar..ficando..nem sentía mais que era pesado.. me formava apêndices de jugos desnecessários.. Com sabores onde apreciava..mas não me acrescentava..me subtraía.. Cacos dolorosos que ainda em mim pedem e aclamam.. Mas os desprendo, pois não veio a mim ser meio termo Olhando o tempo..o meu tempo..enquanto ele ainda olha pra mim.. O tempo passa rápido, quando não olhamos para ele..

Eita !!!

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Já ouviu a expressão "cego de raiva" ? . O ódio lhe empanará as vistas e acabará por quebrar-lhe as costas. O fardo da amargura é pesado demais. Seus joelhos dobrar-se-ão sob a carga, e de desgosto partir-se-á seu coração.
A montanha à sua frente já é bastante íngreme sem a opressão do ódio em suas costas. A escolha mais sábia - a única escolha - é você arriar o fardo do ódio.
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"Durante a guerra mundial, um soldado alemão pulou para dentro de uma trincheira em desuso. Ali, encontrou um inimigo ferido. O soldado abatido estava encharcado de sangue, e a poucos minutos da morte. Comovido com a situação do homem, o soldado alemão ofereceu-lhe água. Por este pequeno gesto de bondade, um vínculo foi estabelecido.
O moribundo apontou para o bolso de sua camisa; o soldado alemão tirou dele uma carteira, e encontrou alguns retratos de família. Ele os segurou de modo que o homem ferido pudesse olhar para seus amados uma última vez. Com as balas zunindo acima deles, e a guerra à sua v…

Asas negras..

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Eis as asas que lideram a escassez de uma alma juvenil..
Ele sonhou com os vôos rasantes de uma aventura emocionante Assim pensava..Os amigos embarcavam como gigantes no ar Flechas de fogo que rasgavam o céu com seus componentes químicos Eram como gasolina para carro.. Como um avião deslizando por entre nuvens.. Achamos a chave de toda euforia e sensação de prazer Que o mundo não pode nos dar.. Então vamos mergulhar.. voar..mergulhar..mergulhar..mergulhar..mergu....mer......me......m...... . Onde estou ? Onde foram parar meus amigos voadores ? Boca seca..Suor exagerado..Que pupilas loucas.. Vou voar de novo...subindo subindo.....subindo...... Hei !!! Quem me puxou pro chão ? Caí feio dessa vez...Viagem ruim essa.... Tentar de novo....subindo....sub........tum..tum..tum... Coisa louca, coração louco, bate sem parar...que coisa é essa... Que cor de asas que me vieram agora ?? Eu voava arco-íris... Negras asas me batem o peito e tiram meu ar.. O mesmo coração e ar que tanto dei aventuras que poucos tive…

Reencontro ..

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Onde estás ? Demorei a vir.. Demorei a entender o som da sua voz.. Procuro a música que invade e separa alma e espírito.. Onde estás ? Meu choro é sentido no travesseiro E o meu sorriso por incrível.. Brota toda manhã.. Dentro em mim há conflitos eternos.. Grandes coisas tenho negligenciado por pura meninice diante da tua face.. Onde estás ? Quero teu colo Quero teu zelo Quero tuas broncas.. Quero ainda..ter meu lugar no mesmo lugar Que um dia deixei.. E que pensei que sempre ali estaría.. Esqueço..ou melhor esqueci.. Que tem coisas que doem quando nos damos conta E necessário é..o confronto com nós mesmos.. Até quando eu estaria na condição de morna ? Quando na verdade eu toco a brasa viva que de ti vem..? Faço esboço aqui de palavras que me saem da alma Quem irá entender ? O papel fica pequeno..a oração curta fica.. Não existe espaço de tempo que se faça presente Entre eu e eu.. Entre o que o espelho da alma me deu em reflexo nessa manhã.. Todas as coisas contribuem...Ó que palavra verdadeira.. Sou rasgada como …

Ali na parede ..

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Independente do que largamos um dia.. deixamos por uma outra escolha O que temos de melhor..ás vezes.. Deixamos como num canto de parede, á nossa espera.. Só nós sabemos o que deixamos.. E muitas das vezes nem temos noção da proporção De quanto é difícil o retorno.. Independente do que largamos um dia.. Fazemos escolhas..boas ou não.. que nos arrependemos ou não.. que deu certo ou não.. Fazemos uma escolha.. e mesmo quando o ônus é maior que o bônus.. Faz parte da nossa colheita nessa vida.. Por que o que sería do valorizar se não fossem os erros cometidos ? O que sería o valorizar dos sorrisos, se não fossem pelas noites de choro ? Tem momentos que somos confrontados E cada um sabe onde está o seu tesouro E o que foi colocado de lado..no canto da parede.. .