Eu tinha medo do mar e perdi o equilíbrio ao andar na areia.. o peso das sandálias me levaram a ficar descalça.. Fui caminhando em direção ao meu inimigo interior.. Fria..água..pés..eu.. Uma luz vinda do sol invadiu minhas incertezas Fixou minha íris dos olhos em seus raios que me cegavam diferente.. Houve uma vontade de correr.. como se não mais a areia grudasse como se os músculos das minhas pernas, exigisse de mim como se o impulso de um passo, resultasse em outro E numa praia existencial, como gosto de escrever.. Descobri que há dores..mas a alegria me vestia Como se o manual tivesse sido rasgado E eu o encontrei dentro de uma garrafa na água.. um relicário de papiros secretos.. Endereçado ao meu nome e sobrenome.. Eu tinha medo do mar quando ele me levou muito.. E passei à fazer as pazes com ele, quando me deu sentidos novos.. Olhei ao redor e descobri meus passos.. Olhei de novo e vi crianças fazendo castelos.. Olhei de novo e as ondas brincavam de pega pega...
Comentários
Parabéns... bjs
Aí reside a importância de só guardar coisas boas.
Bjaum
Parabéns seus escritos são lindos
parabéns ^^
Bjos :)
tudo que fazemos e somos está relacionado ao que ja fomos e ja fizemos.
pra ver como bagagem é importante ;D
Joguei tudo q era ruim dentro de mim fora!!!
Agora só pretendo guardar coisas boas!!!
Adoro vc!!!
bjão
E ainda por cima, somos únicos... Cada qual com a sua bagagem.
Gostei muito desse seu "paralelo".
Beijos e vê se não some...,
Ana Lúcia.
"... E de novo acredito que nada do que é
importante se perde verdadeiramente.
Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas,
dos instantes e dos outros.
Comigo caminham todos os mortos que amei,
todos os amigos que se afastaram,
todos os dias felizes que se apagaram.
Não perdi nada,
apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."
Miguel Sousa Tavares
Abraços com todo meu carinho.
Um lindo final de semana com muito amor e carinho
Beijos, bichinho.