22 de abr de 2019

Chinelos de areia..


Eu tinha medo do mar e perdi o equilíbrio ao andar na areia..
o peso das sandálias me levaram a ficar descalça..
Fui caminhando em direção ao meu inimigo interior..
Fria..água..pés..eu..
Uma luz vinda do sol invadiu minhas incertezas
Fixou minha íris dos olhos em seus raios que me cegavam diferente..
Houve uma vontade de correr.. como se não mais a areia grudasse
como se os músculos das minhas pernas, exigisse de mim
como se o impulso de um passo, resultasse em outro
E numa praia existencial, como gosto de escrever..
Descobri que há dores..mas a alegria me vestia
Como se o manual tivesse sido rasgado
E eu o encontrei dentro de uma garrafa na água..
um relicário de papiros secretos..
Endereçado ao meu nome e sobrenome..
Eu tinha medo do mar quando ele me levou muito..
E passei à fazer as pazes com ele, quando me deu sentidos novos..
Olhei ao redor e descobri meus passos..
Olhei de novo e vi crianças fazendo castelos..
Olhei de novo e as ondas brincavam de pega pega..
Olhei de novo e o sol..Ele estava ali..me observando..
Dizendo Vai e vive..espera o meu pôr..
Ele sempre vai ser sinal que é um dia de cada vez..
E que você faz parte disso tudo que brilha..
Eu tinha medo do mar..E depois somente virei amiga dele..




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