Fumaça de dois gumes...

Sua fumaça esconde seu semblante...
Quão antigas são as memórias desse homem
Em seu chapéu de couro
Suas roupas invertidas
Seu charuto embriagado com sonhos inacabados
.
Morador de rua dos tempos que não sabe mais ter noção
Do tempo que ali chegou, do tempo que ali foi deixado
De como aconteceu...
Do tempo que rua não tinha dono, não tinha homem, não tinha história
Já foi gente, Já foi crente, Já foi semente...
De alguma coisa ou de algo que o mundo o formou
Hoje vive na linha fina e tênue de indigente
Faceta de dois gumes
.
Já teve diplomas, graduação e família
Mas ninguém sabe como ele ali chegou
Nem ele mesmo...Homem de rua
Que perde a memória a cada virada de dor e solidão
Ouve os gritos silenciosos de sua própria voz
Ouve os acústicos dos carros e do vem e vai...
.
Homem de surtos
E no entanto, detém tanto material de própria biografia
Que faz um tom, virar novela
Suas ruas o escondem
Esfumaçadas com sua olhada...
.
Chamado de mostro do asfalto
Os demais homens...
Que um dia também foi, somente passam
Transitam em sua moradia sombria
E não pode julgá-los
Por suas negligências e indiferenças vis
Um dia também...
Por um desses homens, passou...só passou...
Comentários
tem muitos assim..muitos.
Beijos
Vá no meu blog (http://amorfilosofoamor.blogspot.com/2009/02/valor-quem-merece.html)para pegar o selo e ver as regras de recebimento.
Bjoss
So em foto e olhe la..rs
Fumça q digo, tipo a foto postada, com o matador na boca..
besos
beijooo.
De viagem, uma semana de muita harmonia e alegria pra todos.
Bjs no coração
Chris
Bjs