Maria Eugênia, quarta, ás cinco horas da tarde


Maria Eugênia se encontra pontualmente ás cinco horas da tarde, toda quarta feira
com seu príncipe, não encantado, não no cavalo branco,
mas com seu príncipe do seu prazer.

O Dono do domínio exclusivo de toda a explosão que nela se encontra.
sua parte hormonal é muito específica, mas só ele a entende
parece que ganhou um manual quando nasceu pra poder explorá-la....
a ponto dela desmarcar cada compromisso do dia.

Vestida com sua langerie de renda, é a exigência do dono
é assim que ele exige que ela o chame
Dono ! Seu homem ! Seu Dono !
Maria Eugênia adere aos seus hábitos de paixão
enfim, assim pensa, vale á pena a obediência.

Não terá com isso mais um sexo água com açúcar
e uma vida sem aventuras...
isso pra ela, seria o mesmo que uma morte em vida

Seus dias foram encantadoramente secretos
a espera da quarta completa
ás cinco horas
seu príncipe aparece, com o mesmo cheiro, peculiar á sua pele
os tons se misturam
os ais, os sons, os cheiros, os toques, tudo dele se fundem

Ela espera a hora, o dia e o seu Dono
E ele se satisfaz com a tarefa de posse...
possuída, Maria Eugênia se sente mulherzinha
Mas dentro dela, sabe que é muito mais fêmea que qualquer mulher

Não conseguiria omitir seus desejos
O príncipe é ora cafajeste, ora delicado
ora pontual, ora imperfeito
mas não importa, seu corpo chama o dele
num delírio que só os dois sabem entender....

Comentários

ZezinhoMota disse…
Bonita poesia que mostra os vários sentidos dos sentimentos na vida.

Gostei de te ler.

Bjnhs

ZezinhoMota

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